Uma festa especial!

Posted in Devocionais on 15 dezembro, 2015 by Bruno Brasil

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“Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro!” Ap. 19.9b

A festa está sendo preparada!

Não será uma festa qualquer. Será a melhor festa que você já participou na vida!

As músicas estão sendo escolhidas para agradar a todos. Os instrumentos minuciosamente afinados para que o lindo coral faça o espetáculo.

O lugar já recebeu um brilho todo diferente e os assentos escolhidos a dedo, um a um cuidadosamente.

A iluminação do lugar estará por conta do dono da festa. Uma luz especial, nunca vista antes.

A comida estará preparada na temperatura certa, com o melhor tempero que você já experimentou. Aromas e sabores que não se podem descrever.

Ao chegar nesta festa, todos receberão vestes especiais, portanto, não se preocupe com a sua aparência. Lá não haverá motivos para comparações desagradáveis, pois cada um estará elegantemente vestido!

Mas o banquete estará pronto quando o último convidado estiver embarcado para a festa.

A passagem já foi paga, custou um alto preço! Você e eu não teríamos condições de pagar.

O motorista que levará todos é o mesmo que assumiu as despesas. Ele será o seu motorista pessoal, pois lhe dará todas as condições para uma viajem segura e com a chegada garantida!

O convite está posto e o embarque também!

Que o Senhor te abençoe e te guarde!

Bruno Brasil

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Uma opinião ao momento político do Brasil

Posted in Opinião on 4 dezembro, 2015 by Bruno Brasil

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Não quero emitir juízo de valor quanto ao impedimento da nossa presidente da República, porque nesse jogo existem muitos outros interesses e não apenas o suposto crime de responsabilidade fiscal ou improbidade administrativa.

Apenas acho que a Sra. Dilma Roussef não leu ou não prestou atenção nas razões explícitas para o Impedimento.
Chamar os jornalistas para falar ao povo Brasileiro que não tem conta na Suíça (numa clara insinuação ao presidente da câmara) não elucida nada, apenas reforça a briga pelo poder.

Jogar palavras ao vento, como se fosse respostas ao povo brasileiro não ajuda em nada.

A questão que pesa hoje não é uma responsabilidade de caráter pessoal (como se o impedimento fosse dado apenas por isso), mas na responsabilidade pelos meios corretos na condução do país. Veja:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L1079.htm

Se essa situação servir pelo menos para sinalizar aos políticos que o voto não é uma carta assinada em branco como salvo-conduto para fazer aquilo que desejar, já é uma grande passo que damos para a democracia.

O impedimento é mais do que um instrumento legal é um instrumento de democracia, onde mais do que nunca o parlamento cumpre o seu devido papel de fiscalizar o executivo.

E se é infundado o pedido de impedimento que se prove e julgue pelos meios legais tais coisas, o que certamente reforçará ainda mais as instituições estabelecidas em nossa federação.

Bruno Brasil

Andar com Deus

Posted in Outra on 20 maio, 2015 by Bruno Brasil

andar-com-Deus-e-andar-no-espírito2“Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado” Gn. 5.24

Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte; “e já não foi encontrado, porque Deus o havia arrebatado”, pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. Hb. 11.5,6

Introdução:

O capítulo 5 do Gênesis traz o registro da genealogia de Adão, a partir de Sete como o substituto de Abel que viria a ser a descendência do Messias. Neste registro o autor faz uma pausa onde afirma a caminhada de Enoque com Deus. Encerra aqui o breve comentário a respeito deste que viria a ser incluído na galeria dos heróis da fé.

Sem biografia, sem história nas escrituras, e mesmo com a citação de Judas (14) para uma profecia dele, seus textos não participam de uma literatura inspirada.

No entanto, este Enoque nos fala de algo muito precioso e que foi a marca de sua vida. O testemunho recebido por Deus de alguém que andou com Ele.

Você tem andado com Deus?

Esta breve referência da vida de Enoque nos faz perceber pelo menos duas verdades importantes:

1) Que uma vida de fé não pressupõe notoriedade

Enoque tem seu nome aliado a fé junto de outros que tiveram histórias marcantes nas Escrituras. Seu testemunho foi a marca de alguém que Deus o chamou pra si. O mundo não era digno dele.

Uma pessoa que anda com Deus sempre será mais notada por Ele.

Muitos falam de Deus, mas não vivem com Ele. Vivem como se fossem amigos de qualquer um, menos de Deus.
Prova disso é a referência de Jesus sobre oração aos hipócritas no sermão do monte.

“E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.” Mt. 6.5,6

É no secreto da vida que escondem os segredos do coração e assim há maior intimidade com Deus.

2) Que uma vida de fé implica em relacionamento com Deus

A fé que Enoque carregava era mais que certeza, era um relacionamento com Deus. Era o resultado de uma entrega da vida a Deus.

Aprendemos com Enoque que fé implica em relacionamento, intimidade, experiência com Deus. O texto nos diz que ele recebera testemunho de que tinha agradado a Deus. E um bom testemunho só é possível a partir de relacionamento.

Buscar a certeza do que se espera e a prova do que se não vê sem uma caminhada com Deus será uma busca em vão, uma tentativa de produzir fé a partir de si mesmo, e que tornará sempre frustrante, ainda mais se esta busca for apenas com o intuito de se obter algo e não como resultado de entrega.

Vamos lembrar a experiência de Pedro ao andar sobre as águas:

“Senhor, disse Pedro, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas. Venha, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus. Mas quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me! Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: Homem de pequena fé, por que você duvidou?” Mt. 14.28-31

Ao tirar os olhos de Jesus, Pedro começa a afundar, ou seja, quando nos entregamos às circunstâncias a fé se apequena, porque só é possível obter fé a partir de um relacionamento com Ele.

E é no relacionamento com Deus que recebemos um bom testemunho d’Ele.

Conclusão:

Andar com Deus é deixá-lo fazer parte de todos os momentos de sua vida, dos mais simples aos mais complexos, dos mais alegres aos mais tristes, das certezas e das incertezas.

O amor de Deus implicou em ofertar Jesus. O Emanuel, o Deus conosco. A promessa que eles esperavam chegou a nós. O Cristo, o unigênito do Pai, cheio de graça e verdade.

Andar com Deus portanto, é crer e testemunhar do Messias, vivendo em sintonia com Ele.

“[…] Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.” I Jo. 5b,6

Enoque andou com Deus e teve seu nome registrado na galeria dos heróis da fé.

Ele pode não ter tido muito sucesso aos homens, mas teve seu testemunho assegurado por Deus.
Sua caminhada com Deus encheu sua vida de Fé!

E você, tem andado com Deus?

Bruno Brasil

Viver um sonho

Posted in Devocionais with tags , , , , on 13 novembro, 2014 by Bruno Brasil

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Quais os sonhos você tem alimentado?
Que tipo de sonho faz você caminhar?
Sonhos de “ter” ou sonhos de “ser”?

É raro encontrarmos pessoas que dizem assim: “Sonho em ser mais amoroso!”, “Sonho em ser mais honesto!”, “Sonho em ser uma pessoa que transmita sabedoria diante dos homens!”.

Infelizmente o que vemos é a busca por uma satisfação a partir do “ter” e não do “ser”. As pessoas desejam ter alguma coisa para projetarem suas saídas, alegrias e esperanças, achando que tendo algo poderão desfrutar pra sempre daquilo. No entanto, depois de breve tempo a frustração aparece, pois buscaram uma esperança naquilo que é aparente e nem sempre carrega o valor que acreditamos.

Mas o fato é que todos nós temos sonhos.
Todos nós precisamos ter sonhos.
Todos nós vivemos por sonhos.

E se não temos sonhos já não vivemos, pois não há vida sem sonhos!

Já dizia o sábio Salomão:

“Quem está entre os vivos têm esperança; até um cachorro vivo é melhor do que um leão morto!” Ec. 9.4

Sonhos trazem esperança e a esperança deve nos ensinar a esperar.

E quando o sonho realmente traz a Esperança certa?

* Quando guardamos para o momento certo a partilha do que esperamos.

Isto porque, o sonho antes de ser compartilhado deve ser testado no tempo para saber se devemos continuar a esperar, e esta espera deve estar no Deus que é a nossa Esperança bendita e pelo qual todas as coisas devem ser submetidas.

Ninguém é obrigado a sonhar o seu sonho, mesmo quando é o próprio Deus colocando em seu coração. Cada pessoa tem sua relação com Deus e, não são obrigadas a entrarem no seu sonho com o mesmo entusiasmo que você tem.

* Quando os princípios do Reino de Deus estão dentro dos nossos sonhos.

Porque sonhamos? Para que sonhamos? A partir do que sonhamos?

São perguntas que devem nos fazer pensar se tais sonhos têm ou não a marca do Reino de Deus.

As vezes sonhamos apenas para si.
As vezes sonhamos em apenas ter.
As vezes sonhamos apenas a partir do que fazemos.

Estas não são boas perspectivas.

No Reino de Deus o chamado é para sonhar com os irmãos, onde a alegria de um se transforma na alegria de todos.
No Reino de Deus o chamado é para sonhar ser o que se não é e assim observar o que se tem.
No Reino de Deus o chamado é para andar com o coração cheio de fé na certeza que a realização do sonho não depende tanto do que se faz, mas do quanto se entrega.

Penso que algumas perguntas nos ajudam a entender isso melhor.

1ª O que tem impedido você de sonhar e ter esperança?

Em Romanos 4.18a Paulo diz: “Abraão, contra toda esperança, em esperança creu.”

Abraão entrou na galeria dos homens da fé, porque creu contra toda esperança!
Enoque também está nesta relação, porque andou com Deus durante 300 anos.

Fé, portanto, implica em andar com Deus!
É uma caminhada intensa, de renúncia, mas de muito descanso.
Quem consegue andar com Deus descansa no que Ele faz e faz com alegria o que deve ser feito.

“Dirige os meus passos, conforme a tua palavra; não permitas que nenhum pecado me domine.” Sl. 119.133

2) O que traz confiança que seu sonho transformará em realidade?

Em seguida Paulo diz que Abraão tinha uma certeza no coração “estando plenamente convencido de que ele era poderoso para cumprir o que havia prometido.” Rm. 4.21

É o Senhor que pode tornar possível todas as coisas. Acreditar no sonho achando que alguma coisa vai conspirar ao seu favor é depositar a confiança na própria sorte.
Fé implica em confiar em Deus acima do seu próprio sonho!
E quem enxerga Deus antes de enxergar os sonhos, consegue sonhar em segurança.

O segredo é estar em Cristo, caminhar com Ele e buscar uma vida que se satisfaça n’Ele!
Ou Ele confirmará seus sonhos, ou Ele colocará os sonhos d’Ele em você.

Afinal, estar na videira, é a garantia de vida e de esperança.

Jesus diz: “Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido.” Jo. 15.7

3) As circunstâncias dizem o que?

“nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor e nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.” Rm. 5.3b-5

A perseverança surge em meio a tribulação. É quando as circunstâncias são desfavoráveis que geralmente ocorre a dinâmica da fé. Pois temos a oportunidade de crer em meio ao caos.

Nesta caminhada cada “sim” à perseverança é uma experiência agregada, um caráter aprovado.
Ninguém que tendo um sonho, não persevera, é capaz de gozar dos benefícios dele. Aquilo que se constrói enquanto aguarda o sonho se realizar, cria condições para que você esteja preparado para receber o que espera.

Além disso, em nosso relacionamento com Deus, a experiência com Ele muitas vezes é provada quando insistimos em tê-lo com a gente.
A experiência de Jacó quando “luta” com Deus nos ajuda a entender um pouco disso. (Gn. 32.22-32)

Essa experiência nos dá condições de esperar com paciência, com uma esperança viva n’Ele, pois aquele que prometeu é muito maior que a promessa.

“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.” Rm. 15.13

Bruno Brasil

Simples mas importantes conversas

Posted in Oração on 21 fevereiro, 2014 by Bruno Brasil

Ouvindo e aprendendo…

Tempo de começar a entrar nas relações da vida derrotado pois é nas relações que consigo a conversão que preciso…
Se eu esperar de mim a motivação certa que preciso para começar esperarei eternamente…

Minha oração:

Tem misericórdia de mim que sou pecador, ajude nas conversões que preciso enquanto me relaciono, mas nunca me deixe não começar apenas buscando a motivação certa.

Eu não dou conta de mim! Não mesmo.

Começando a soletrar a palavra Graça.
Isto me basta por hoje.

Bebida Alcoólica

Posted in Opinião, Reflexões on 19 fevereiro, 2014 by Bruno Brasil

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Bebida Alcoólica

Sei que é um assunto que ainda gera polêmicas e opiniões contrárias, mas quero pontuar algumas coisas que entendo serem importantes.

Nas escrituras o que temos descrito de bebida alcoólica é o vinho, pois era a partir de um fruto bem comum da época. Mas creio que podemos utilizá-la como base para qualquer outra bebida alcoólica.

O vinho era uma bebida comum em todo Israel e parte fundamental da cultura, por isso era também utilizado como expressão poética. Em ocasiões especiais (Gn.14.18), especialmente em festas (Et. 1.7; Jó. 1.18; Ec. 9.7; Jr. 31.12; Jo. 2). O vinho era sinal de provisão para o povo (Jl. 2.19). Jesus conta parábolas utilizando a figura da uva como exemplo.

O vinho era utilizado também para cura de feridas como o caso do bom samaritano que derramou vinho nas feridas do homem (Lc. 10.34) e também Paulo quando orienta Timóteo a que utilizasse de vinho em suas feridas de estômago (ITm.5.22).

Obs.: Há uma controvérsia se o vinho que a bíblia se refere, como recomendação para uso, era fermentado ou não, mas isso é uma questão que não posso fechar agora. Irei tomar como base o vinho que passou pelo processo de fermentação, ou seja, com teor alcoólico.

Embriaguez

Olhando as Escrituras é possível perceber que a embriaguez é um pecado (ICo. 6.9-11; Gl. 5.19-21), pois configura dominação (consciência) que é oposto do domínio próprio como fruto do Espírito (Gl. 5.23). Além disso, a embriaguez carrega o potencial de provocar outros pecados como, por exemplo, homicídio, brigas, adultério, incesto (IISm. 11.13; Pv. 23.29-35; Gn. 19.31-35).

Outros textos falam claramente sobre a bebida assumindo o domínio do indivíduo e que é reprovado pelas Escrituras. (Sl. 78.65; Pv.20.1, 23.20,30; Is. 28.1,7; Joel 3.3; Ef. 5.18)

Há também orientações aos pastores para que estes não sejam apegados a “muita bebida” (ITm.3.3).  Penso que aqui esteja implícita a questão do exemplo quanto à sobriedade.

O primeiro registro bíblico sobre o vinho é quando Noé planta uma vinha e acaba se embriagando, vindo a tirar a roupa e seu filho descobrir sua nudez (Gn.9.21). Certamente há uma lição que precisamos aprender aqui. O excesso geralmente nos faz cometer coisas absurdas.

Beber com moderação, pode?

O que é beber com moderação?

É certo que não podemos pensar em termos quantitativos, ou seja, quanto que eu posso beber, afinal, o que é moderação para um pode não ser para outro e, portanto, não temos um parâmetro para pensar nesses termos. Infelizmente o termo já se relativizou, pois estamos numa cultura de valores trocados. A moderação de hoje pode ser diferente de ontem e de amanhã…

Creio que podemos pensar em “moderação” a partir do que Paulo diz a Tito e a Timóteo nas Escrituras, veja:

“Ensine os homens mais velhos a serem moderados, dignos de respeito, sensatos e sadios na fé, no amor e na perseverança (Tt. 2.2).”

“Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério (IITm. 4.5).”

Pelo contexto é razoável que o termo se refere a uma atitude de equilíbrio, que não gere conflito de consciência (ofensa) a outras pessoas e por aí vai.

Então, beber ou não beber?

Existem aqueles que acham que a bebida deve ser radicalmente abolida e se o crente beber uma taça de vinho ou uma lata de cerveja já está em pecado. Outros – ao contrário – preferem radicalizar dizendo não haver nenhum problema ao se tomar bebida alcoólica.

Vejo que qualquer um desses caminhos é perigoso, pois de um lado alimenta-se uma preocupação muito mais com a estética de “não beber”, preocupando-se mais com o que se bebe do que porque se bebe. Do outro lado, aqueles que não veem problema algum, acabam indo a outro extremo e cometendo excessos que podem levar a consequências trágicas.

Penso que o exercício da própria consciência e respeito ao próximo deve pairar em qualquer tema inclusive nesse.

Liberdade, Consciência e Amor ao próximo:

Em Cristo o que nos regula na vida é a consciência dessa nova vida que temos.

Paulo diz que todas as coisas são puras para os puros (Tt. 1.15a) e feliz o homem que não se condena naquilo que aprova (Rm. 14.22).

Assim, a consciência acaba sendo mais crítica do que a Lei, pois as exigências da lei estão gravadas no coração e assim ela nos acusa ou nos defende, pois ela se amplia na subjetividade do coração (Rm. 2.15) e deve também considerar a consciência do próximo (Rm.14).

Hernandes Dias Lopes, um pastor que admiro diz que a ética cristã não se baseia somente no direito ou na consciência de cada um, mas no direito do outro e no amor ao próximo.

“Dessa maneira, não se pode fechar os olhos para a realidade de tantas tragédias pessoais decorrentes da bebida e das perspectivas da juventude brasileira, que está sendo consumida pelo álcool”.

Eu não encaro a questão da bebida como um dogma, mas dentro do tema da Liberdade Cristã que deve nos levar a algumas reflexões:

Em primeiro lugar para os que têm dúvidas se devem beber ou não, é melhor que não beba, afinal tudo que não provém de fé é pecado (Rm. 14.23);

Segundo, é necessário cuidar-se do “domínio próprio” que é uma das características do Fruto do Espírito. É importante considerar que, assim como em outros casos de vício, muitos têm dificuldades em perceber que está refém da bebida ou controlado por ela de alguma forma, até começarem os problemas. Assim é preciso vigilância e coragem para dizer “NÃO” muitas vezes;

A bebida ainda continua sendo uma poderosa arma nas mãos de Satanás para atingir as famílias e, portanto, todo cuidado é pouco. O exemplo na família, junto aos filhos principalmente, é fundamental.

Penso que é importante evitar também a bebida alcoólica na presença de pessoas não cristãs, porque qualquer vacilo pode ser fatal, além do mais, o álcool ainda está relacionado a diversas práticas condenadas nas Escrituras. Na presença de cristãos somente se estes tiverem em paz com relação a isso não sendo motivo de escândalo.

Agora, se alguém não consegue deixar de ingerir álcool devido ao grande sacrifício que se faz, então possivelmente se tem um problema nesta área e a bebida já exerça algum controle, sendo assim, talvez seja hora de radicalizar preferindo não beber até que se esteja em condições de fazer as escolhas de modo mais livre.

Resumindo, não creio que em si a bebida seja pecado, mas as questões acima ajudam a gente a perceber os perigos e a discernir como devemos agir diante dela.

Creio que na medida em que a consciência dos limites/consequências cresce tanto naquele que julga quanto no que é julgado, o tema acaba perdendo a excessiva importância que é dada e os problemas tendem a diminuir. Enquanto isso, muitas vezes recuar será o melhor caminho.

Bruno Brasil

Qual a resposta do Natal?

Posted in Poesia on 25 dezembro, 2013 by Bruno Brasil

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Tempo de consumir ou repartir?
Tempo de comprar ou ofertar?
Tempo de presente ou presença?
Tempo de fartura ou ternura?

O que é essencial?
Que o tempo traduza.

Tempo de abraçar o papai noel ou presente do céu?
Tempo de simples caridade ou resgatar humanidade?
Tempo de árvores decoradas ou sementes semeadas?
Tempo de fantasias possíveis ou utopias necessárias?

O que é o natal?
Que o tempo responda.

Tempo de mais comida ou menos indiferença?
Tempo de menos obrigação ou mais inquietação?
Tempo de multiplicar risos ou dividir lamentos?
Tempo de dividir “no cartão” ou multiplicar ação?

Como celebrar o Natal?
Que o tempo feche essa conta.

Tempo de ilusões ou reparações?
Tempo de acreditar ou duvidar?
Tempo de maquiar ou revelar?
Tempo de perguntas ou respostas?

Enfim, tempo de contradições…

Qual a resposta do Natal?
Que o tempo continue a dizer em seu próprio tempo.

Bruno Brasil