Archive for the Poesia Category

Qual a resposta do Natal?

Posted in Poesia on 25 dezembro, 2013 by Bruno Brasil

ponto-interrogacao-21

Tempo de consumir ou repartir?
Tempo de comprar ou ofertar?
Tempo de presente ou presença?
Tempo de fartura ou ternura?

O que é essencial?
Que o tempo traduza.

Tempo de abraçar o papai noel ou presente do céu?
Tempo de simples caridade ou resgatar humanidade?
Tempo de árvores decoradas ou sementes semeadas?
Tempo de fantasias possíveis ou utopias necessárias?

O que é o natal?
Que o tempo responda.

Tempo de mais comida ou menos indiferença?
Tempo de menos obrigação ou mais inquietação?
Tempo de multiplicar risos ou dividir lamentos?
Tempo de dividir “no cartão” ou multiplicar ação?

Como celebrar o Natal?
Que o tempo feche essa conta.

Tempo de ilusões ou reparações?
Tempo de acreditar ou duvidar?
Tempo de maquiar ou revelar?
Tempo de perguntas ou respostas?

Enfim, tempo de contradições…

Qual a resposta do Natal?
Que o tempo continue a dizer em seu próprio tempo.

Bruno Brasil

Redenção e Redentor

Posted in Poesia on 23 setembro, 2013 by Bruno Brasil

[Is.53, Cl. 1.15-20, IICo. 5.11-21, Rm. 5.12-21, Mt. 1.23]

Ele não tinha beleza que atraísse
O Deus invisível desejou se revelar

A imagem que o homem carregava de Deus
Agora Deus carrega do homem
Um homem de dores, mas resoluto.
Um novo ser, o mesmo Deus!

Esvaziado enche a terra
Mas dela recebe maldição
Do céu, a justiça divina
Cheia de graça e perdão

Reconciliando o mundo estava
O que perdido foi com Adão
Rejeitado, prefere o silêncio.
Antes o discurso da alegação.

O primeiro evitou a vida
O segundo venceu a morte
Terra e céu, agora se encontram.
Numa outra harmonia.

O Deus conosco
Se fez um de nós!

Bruno Brasil

Criação e Criatura

Posted in Poesia on 20 setembro, 2013 by Bruno Brasil

[Gênesis 1-3]

Há beleza na criação!
O que por amor inspira, cria e vê que fica bom.

Como um grande poeta, diz o que faz
e chama o que faz pelo nome!
Como um grande escultor, suja as mãos
e dá forma a sua própria imagem!

Seu reflexo nomeia os seres,
Mas de todos eles não percebe satisfação!
Faz cair em sono profundo,
E dele próprio tira a sua perfeição!

Homem e Mulher, perfeita sintonia.
Vida e morte, lado a lado, todo dia.
Conhecer: bem ou mal? Não importa!
Do meu juízo cuido eu, afinal.

Quando se percebe, descoberto estava,
Disse então, foi a mulher que tu criara!
Agora, a beleza se transforma em expiação.
Cobrir a vergonha, diante da solidão!

Aquele que criado foi
Agora se vê, independente!

Bruno Brasil