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Provérbios 31

Posted in Devocionais, Provérbios on 31 julho, 2011 by Bruno Brasil

1 Ditados do rei Lemuel; uma exortação que sua mãe lhe fez:a 2 “Ó meu filho, filho do meu ventre, filho de meus votos,b 3 não gaste sua força com mulheres, seu vigor com aquelas que destroem reis. 4 “Não convém aos reis, ó Lemuel; não convém aos reis beber vinho, não convém aos governantes desejar bebida fermentada, 5 para não suceder que bebam e se esqueçam do que a lei determina, e deixem de fazer justiça aos oprimidos. 6 Dê bebida fermentada aos que estão prestes a morrer, vinho aos que estão angustiados; 7 para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e não mais se lembrem da sua infelicidade. 8 “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. 9 Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. 10 aUma esposa exemplar; feliz quem a encontrar! É muito mais valiosa que os rubis. 11 Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. 12 Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal, todos os dias da sua vida. 13 Escolhe a lã e o linho e com prazer trabalha com as mãos. 14 Como os navios mercantes, ela traz de longe as suas provisões. 15 Antes de clarear o dia ela se levanta, prepara comida para todos os de casa, e dá tarefas às suas servas. 16 Ela avalia um campo e o compra; com o que ganha planta uma vinha. 17 Entrega-se com vontade ao seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos. 18 Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite. 19 Nas mãos segura o fuso e com os dedos pega a roca. 20 Acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres. 21 Não teme por seus familiares quando chega a neve, pois todos eles vestem agasalhosb. 22 Faz cobertas para a sua cama; veste-se de linho fino e de púrpura. 23 Seu marido é respeitado na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra. a31.10 Os versículos 10-31 são um poema organizado em ordem alfabética, no hebraico. 24 Ela faz vestes de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes. 25 Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro. 26 Fala com sabedoria e ensina com amor. 27 Cuida dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça. 28 Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: 29 “Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera”. 30 A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o SENHOR será elogiada. 31 Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.

Estes versículos descrevem um poema com muita doçura e harmonia. Deixarei registrado algumas coisas que aprendo e percebo em cada trecho deste, que para mim é um convite a valorizar o que de fato importa na busca e valorização de uma mulher exemplar.

10 Uma esposa exemplar; feliz quem a encontrar! É muito mais valiosa que os rubis.

“Apenas encontra quem procura e se deixa encontrar enquanto se relaciona, uma vez que só é possível perceber certos atributos enquanto a chama do amor se desenvolve a cada dia…”

11 Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma.

“Quem confia descansa e, portanto a inquietude dá lugar a certeza, que mesmo em tempo onde se perde, jamais se reconhece a falta, pois quem confia obtém sempre a provisão, mesmo achando que estás apenas a semear…”

12 Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal, todos os dias da sua vida.

“Só existe bem onde a verdade e o amor caminham juntos e a vida passa a ter outro sentido, pois quando se abre a porta do coração para fora, recebe o bem para dentro, mas quando o coração se fecha para dentro o mal sempre bate a porta.”

13 Escolhe a lã e o linho e com prazer trabalha com as mãos.

“Uma mulher que não faz nada por fazer ou de modo egoísta, ao contrário, se dispõe a escolher cuidadosamente aquilo que cobrirá de ternura não apenas a estética do casal, mas as imperfeições um do outro.”

14 Como os navios mercantes, ela traz de longe as suas provisões.

“Não mede esforços nem se condiciona a um lugar para trazer aquilo que possa servir de “pró-visão”, ou seja, de enxergar antes mesmo da visão do marido ou da “simples” lógica relacional.”

15 Antes de clarear o dia ela se levanta, prepara comida para todos os de casa, e dá tarefas às suas servas.

“É antes de tudo responsável, cuidadosa e zelosa. Antes de delegar algo se dispõe a preparar o que seja necessário.”

16 Ela avalia um campo e o compra; com o que ganha planta uma vinha.

“Não precipta-se na aquisição de nada, antes avalia com cuidado o que compra e somente usufrui daquilo, de acordo com o que recebe.”

17 Entrega-se com vontade ao seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos.

“Aquilo que faz, não faz relaxadamente, ao contrário valoriza-se, valorizando o criador que antes mesmo do fazer, permite que a tenha força e vigor para entregar-se.”

18 Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite. 19 Nas mãos segura o fuso e com os dedos pega a roca. 20 Acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres. 21 Não teme por seus familiares quando chega a neve, pois todos eles vestem agasalhos 22 Faz cobertas para a sua cama; veste-se de linho fino e de púrpura.

“Sua administração e zelo visa não apenas abraçar com amor os de dentro, mas acolher os de fora, pois de que valeria o lucro se este também não fosse em função do próximo e resumisse apenas em gastar com o próprio prazer?”

23 Seu marido é respeitado na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra. 24 Ela faz vestes de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes.

“Quem não se dá respeito aos de dentro, dificilmente respeitará sem maquiagem os de fora. Ele é para os de fora, fruto daquilo que colhe dentro – ao lado dela. Ela por sua vez tece com cuidado aquilo que servirá para os de fora.”

25 Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro.

“Sua dignidade é fruto de quem estabelece relação de cumplicidade e apoio ao marido. Tem a força por saber que sendo dois é mais difícil de fraquejar, pois mesmo no frio há calor, na escassez provisão e quando o passado amedronta imagina sempre o futuro que ainda não foi tocado pelas mãos humanas, mas já está traçado pelo criador.”

26 Fala com sabedoria e ensina com amor.

“Sua sabedoria não a deixa falando como quem tem razão, mas deixa a razão falar sem às vezes pronunciar palavra alguma. Seus ensinamentos são como mel para quem recebe.”

27 Cuida dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça.

“A casa permanece sempre em ordem, pois suas mãos são leves e organiza tudo o que toca.”

28 Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: 29 “Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera”.

“Seus maiores amores reconhecem naturalmente o amor demonstrado em tudo o que faz e, portanto o elogio não se torna vazio, mas carregado de amor e verdade.

O marido é sensato. Reconhece o exemplo em muitas donzelas, mas aquela que se faz presente em sua vida recebe o presente de ser simplesmente presente na vida dele e, portanto não cabe outra além dela!”

30 A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o SENHOR será elogiada.

“Nela está o temor ao Senhor acima de tudo e sua beleza é somente um reflexo daquilo que de seu coração emana para a vida, pois o belo dificilmente se afirma na estética ou na aparência, mas em sua conduta e exemplo.”

31 Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.

“A recompensa para esta mulher não pode jamais fazer o caminho inverso, mas de igual modo responder com verdade, sinceridade e amor as expectativas daquela que no mínimo deseja ser amada e no fundo ser reconhecida por ele como uma mulher exemplar.”

Pois aquilo que o coração decidiu alimentar-se precisa também traduzir em alimento para o bem comum. Afinal é melhor serem dois do que um!

Uma esposa exemplar; feliz quem a encontrar!

Provérbios 30

Posted in Devocionais, Provérbios on 30 julho, 2011 by Bruno Brasil

1 Ditados de Agur, filho de Jaque; oráculo:b Este homem declarou a Itiel; a Itiel e a Ucal:c 2 “Sou o mais tolo dos homens; não tenho o entendimento de um ser humano. 3 Não aprendi sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo. 4 Quem subiu aos céus e desceu? Quem ajuntou nas mãos os ventos? Quem embrulhou as águas em sua capa? Quem fixou todos os limites da terra? Qual é o seu nome, e o nome do seu filho? Conte-me, se você sabe! 5 “Cada palavra de Deus é comprovadamente pura; ele é um escudo para quem nele se refugia. 6 Nada acrescente às palavras dele, do contrário, ele o repreenderá e mostrará que você é mentiroso. 7 “Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: 8 Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. 9 Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o SENHOR?’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus. 10 “Não fale mal do servo ao seu senhor; do contrário, o servo o amaldiçoará, e você levará a culpa. 11 “Existem os que amaldiçoam seu pai e não abençoam sua mãe; 12 os que são puros aos seus próprios olhos e que ainda não foram purificados da sua impureza; 13 os que têm olhos altivos e olhar desdenhoso; 14 pessoas cujos dentes são espadas e cujas mandíbulas estão armadas de facas para devorarem os necessitados desta terra e os pobres da humanidade. 15 “Duas filhas tem a sanguessuga. ‘Dê! Dê!’, gritam elas. “Há três coisas que nunca estão satisfeitas, quatro que nunca dizem: ‘É o bastante!’: 16 o Sheola, o ventre estéril, a terra, cuja sede nunca se aplaca, e o fogo, que nunca diz: ‘É o bastante!’ 17 “Os olhos de quem zomba do pai, e, zombando, nega obediência à mãe, serão arrancados pelos corvos do vale, e serão devorados pelos filhotes do abutre. 18 “Há três coisas misteriosas demais para mim, quatro que não consigo entender: 19 o caminho do abutre no céu, o caminho da serpente sobre a rocha, o caminho do navio em alto mar, e o caminho do homem com uma moça. 20 “Este é o caminho da adúltera: ela come e limpa a boca, e diz: ‘Não fiz nada de errado’. 21 “Três coisas fazem tremer a terra, e quatro ela não pode suportar: 22 o escravo que se torna rei, o insensato farto de comida, 23 a mulher desprezada que por fim se casa, e a escrava que toma o lugar de sua senhora. 24 “Quatro seres da terra são pequenos, e, no entanto, muito sábios: 25 as formigas, criaturas de pouca força, contudo, armazenam sua comida no verão; 26 os coelhos, criaturas sem nenhum poder, contudo, habitam nos penhascos; 27 os gafanhotos, que não têm rei, contudo, avançam juntos em fileiras; 28 a lagartixa, que se pode apanhar com as mãos, contudo, encontra-se nos palácios dos reis. 29 “Há três seres de andar elegante, quatro que se movem com passo garboso: 30 o leão, que é poderoso entre os animais e não foge de ninguém; 31 o galo de andar altivo; o bode; e o rei à frente do seu exército. 32 “Se você agiu como tolo e exaltou-se a si mesmo, ou se planejou o mal, tape a boca com a mão! 33 Pois assim como bater o leite produz manteiga, e assim como torcer o nariz produz sangue, também suscitar a raiva produz contenda”.

Este texto parece indicar uma constatação de Agur (filho de Jaque), (embora algumas interpretações creditam ao próprio Salomão e não atribuem a Agur um nome próprio) sobre a sua própria limitação em contraponto com a Sabedoria e conhecimento do Santo.

No verso 5 e 6 ele deposita na palavra de Deus toda a suficiência e segurança para a vida:

“Cada palavra de Deus é comprovadamente pura; ele é um escudo para quem nele se refugia.”

“Nada acrescente às palavras dele, do contrário, ele o repreenderá e mostrará que você é mentiroso.”

Por reconhecer a limitação humana e a fragilidade em cair em arrogância ou desonra, pede apenas o necessário para a vida:

“Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor?’. Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus.” (9)

Os versos 18 e 19 chamam atenção para as quatro coisas que para ele são misteriosas e a quarta em algumas traduções vem carregada de mais mistério ainda.

“o caminho do abutre no céu, o caminho da serpente sobre a rocha, o caminho do navio em alto mar, e o caminho do homem com uma moça.” (19)

Quero comentar estes enigmas utilizando um livro do Caio Fábio a décadas atrás com o título “Abrindo o jogo sobre o namoro”. Neste livro ele diz que os três mistérios iniciais ajudam a interpretar o quarto que fala do caminho do homem com uma moça.

Quando fala da águia dá idéia de um objetivo, um alvo a alcançar e da mesma forma o casal precisa de um propósito com acordo e meta, afinal como caminharão dois juntos se não tiver acordo?

Em segundo lugar ao falar sobre a serpente na rocha é o fato de não encontrar pegadas ou marcas ou qualquer indício de sua passagem. Ou seja, o caminho do relacionamento entre um homem e uma mulher também precisa ser limpo, puro, regado com muita transparência, respeito e consciência do que seja bom e bem ao casal.

Por fim o marinheiro com um navio em alto mar, onde no contexto histórico de provérbios buscava sua orientação basicamente pelos sinais dos céus. O casal também precisa receber dos céus a orientação para um relacionamento segundo a vontade de Deus.

Nos versículos 24 a 28 nos fazem aprender com animais indefesos, sem grande expressão, mas que carregam sabedoria em suas vidas.

“Quatro seres da terra são pequenos, e, no entanto, muitos sábios: as formigas, criatura sde pouca força, contudo, armazenam sua comida no verão; os coelhos, criaturas sem nenhum poder, contudo, habitam em penhascos; os gafanhotos, que não têm rei, contudo, avançam juntos em fileiras; a lagartixa, que se pode apanhar com as mãos, contudo, encontra-se nos palácios dos reis.”

As formigas dão idéia de prudência e superação;
Os coelhos que mesmo com aparência débil, constroem suas casas sobre as rochas;
Os gafanhotos nos mostram a unidade e superação;
A lagartixa nos remete a simplicidade e a audácia.

Que o Senhor nos abençoe.

Provérbios 29

Posted in Devocionais, Provérbios on 29 julho, 2011 by Bruno Brasil

1 Quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente. 2 Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme. 3 O homem que ama a sabedoria dá alegria a seu pai, mas quem anda com prostitutas dá fim à sua fortuna. 4 O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína. 5 Quem adula seu próximo está armando uma rede para os pés dele. 6 O pecado do homem mau o apanha na sua própria armadilha,a mas o justo pode cantar e alegrar-se. 7 Os justos levam em conta os direitos dos pobres, mas os ímpios nem se importam com isso. 8 Os zombadores agitam a cidade, mas os sábios a apaziguam. 9 Se o sábio for ao tribunal contra o insensato, não haverá paz, pois o insensato se enfurecerá e zombará. 10 Os violentos odeiam os honestos e procuram matar o homem íntegro. 11 O tolo dá vazão à sua ira, mas o sábio domina-se. 12 Para o governante que dá ouvidos a mentiras, todos os seus oficiais são ímpios. 13 O pobre e o opressor têm algo em comum: o SENHOR dá vista a ambos. 14 Se o rei julga os pobres com justiça, seu trono estará sempre seguro. 15 A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. 16 Quando os ímpios prosperam, prospera o pecado, mas os justos verão a queda deles. 17 Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma. 18 Onde não há revelação divina, o povo se desvia; mas como é feliz quem obedece à lei! 19 Meras palavras não bastam para corrigir o escravo; mesmo que entenda, não reagirá bem. 20 Você já viu alguém que se precipita no falar? Há mais esperança para o insensato do que para ele. 21 Se alguém mima seu escravo desde jovem, no fim terá tristezas. 22 O homem irado provoca brigas, e o de gênio violento comete muitos pecados. 23 O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra. 24 O cúmplice do ladrão odeia a si mesmo; posto sob juramento, não ousa testemunhar. 25 Quem teme o homem cai em armadilhas, mas quem confia no SENHOR está seguro. 26 Muitos desejam os favoresa do governante, mas é do SENHOR que procede a justiça. 27 Os justos detestam os desonestos, já os ímpios detestam os íntegros.

Os versículos deste provérbio chamam atenção para algumas coisas, principalmente naqueles que exercem alguma posição de autoridade.

Inicialmente quero destacar o verso primeiro onde todo aquele que advertido ainda persistir no erro, provará do próprio erro mais cedo ou mais tarde.

“Quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente”

Alguns versos falam diretamente da relação entre o justo e o ímpio numa relação de “autoridade e serviço”.

Veja:

“Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme.” 2
“O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva a ruína.” 4
“Os justos levam em conta os direitos dos pobres, mas os ímpios nem se importam com isso.” 7
“Para o governante que dá ouvidos a mentiras, todos os seus oficiais são ímpios.” 12
“Se o rei julga os pobres com justiça, seu trono estará sempre seguro.” 14

Os versos acima por si só já nos falam…

O verso 9 nos chama atenção que para defender alguém se faz necessário saber quem se está defendendo para que a ofensa não recaia sobre o defensor.

“Se o sábio for ao tribunal contra o insensato, não haverá paz, pois o insensato se enfurecerá e zombará”

Mais uma vez o Senhor chama atenção sobre os que falam e não ouvem, aqueles que têm sempre uma primeira palavra antes mesmo de ter ouvido alguma coisa.

“Você já viu alguém que se precipita no falar? Há mais esperança para o insensato do que para ele.” (20)

Mais uma vez aqui nos diz que até o tolo quando ouve tem mais chance de mudar seus caminhos do que aqueles que só têm o que dizer.

Por fim o Senhor deixa claro que independente de quem está no poder a justiça sempre procederá d’Ele. Sendo assim, ele pode usar qualquer um para implantação da justiça.

“Muitos desejam os favores do governante, mas é do Senhor que procede a justiça” (26)

Portanto, desejar favores dos governantes sem antes apresentar a Deus cada necessidade é sempre uma tentativa de resolver as coisas pela força e não pela oração.

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (IICr. 7.14)

Penso que a oração é uma “inexplicável” forma de tornar possível a relação de um Deus atemporal com um ser humano temporal.

Você assim crê?

Provérbios 28

Posted in Devocionais, Provérbios on 28 julho, 2011 by Bruno Brasil

1 O ímpio foge, embora ninguém o persiga, mas os justos são corajosos como o leão. 2 Os pecados de uma nação fazem mudar sempre os seus governantes, mas a ordem se mantém com um líder sábio e sensato. 3 O pobre que se torna poderoso e oprime os pobres é como a tempestade súbita que destrói toda a plantação. 4 Os que abandonam a lei elogiam os ímpios, mas os que obedecem à lei lutam contra eles. 5 Os homens maus não entendem a justiça, mas os que buscam o SENHOR a entendem plenamente. 6 Melhor é o pobre íntegro em sua conduta do que o rico perverso em seus caminhos. 7 Quem obedece à lei é filho sábio, mas o companheiro dos glutões envergonha o pai. 8 Quem aumenta sua riqueza com juros exorbitantes ajunta para algum outro, que será bondoso com os pobres. 9 Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis. 10 Quem leva o homem direito pelo mau caminho cairá ele mesmo na armadilha que preparou, mas o que não se deixa corromper terá boa recompensa. 11 O rico pode até se julgar sábio, mas o pobre que tem discernimento o conhece a fundo. 12 Quando os justos triunfam, há prosperidade gerala, mas, quando os ímpios sobem ao poder, os homens tratam de esconder-se. 13 Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. 14 Como é feliz o homem constante no temor do SENHOR! Mas quem endurece o coração cairá na desgraça. 15 Como um leão que ruge ou um urso feroz é o ímpio que governa um povo necessitado. 16 O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo. 17 O assassino atormentado pela culpa será fugitivo até a morte; que ninguém o proteja! 18 Quem procede com integridade viverá seguro, mas quem procede com perversidade de repente cairá. 19 Quem lavra sua terra terá comida com fartura, mas quem persegue fantasias se fartará de miséria. 20 O fiel será ricamente abençoado, mas quem tenta enriquecer-se depressa não ficará sem castigo. 21 Agir com parcialidade não é bom; pois até por um pedaço de pão o homem se dispõe a fazer o mal. 22 O invejoso é ávido por riquezas, e não percebe que a pobreza o aguarda. 23 Quem repreende o próximo obterá por fim mais favor do que aquele que só sabe bajular. 24 Quem rouba seu pai ou sua mãe e diz: “Não é errado”, é amigo de quem destrói. 25 O ganancioso provoca brigas, mas quem confia no SENHOR prosperará. 26 Quem confia em si mesmo é insensato, mas quem anda segundo a sabedoria não corre perigo. 27 Quem dá aos pobres não passará necessidade, mas quem fecha os olhos para não vê-los sofrerá muitas maldições. 28 Quando os ímpios sobem ao poder, o povo se esconde; mas, quando eles sucumbem, os justos florescem.

Basicamente três são as ênfases da maioria dos versículos deste provérbio:

Guardar a Lei, a relação do pobre com o rico e a confiança no Senhor.

O homem que guarda a lei evita de cometer equívocos na vida.

“Quem obedece a lei é filho sábio, mas o companheiro dos glutões envergonha o pai.”

Neste verso 7 o sábio chama de “filho sábio” o que dá valor e obedece a lei.

“Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis.”

No verso 9 é interessante a relação do guardar a lei com a oração: Aqui é uma constatação que valor nenhum existe no falar quando não se tem ouvidos para ouvir e guardar a lei no coração. O salmista já dizia: “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti.” (Sl. 119.11)

Quanto a relação do pobre e do rico o verso 11 é de particular atenção.

“O rico pode até se julgar sábio, mas o pobre que tem discernimento o conhece a fundo.” outra versão diz: “O homem rico é sábio aos seus olhos; mas o pobre que é entendido o examina.”

Conforme Mateus em seu capítulo cinco no verso três, só é rico aos olhos de Deus aquele que reconhece sua pobreza e se considera como pobre de espírito porque para estes o reino dos céus se fará conhecido.

Ninguém deve se julgar sábio a partir do que tem. Somente os que se reconhecem na necessidade de ser cada vez mais sustentado pela graça e não entendido aos seus próprios olhos, antes, agindo como se tudo viesse e voltasse para Ele é que pode ser chamado de sábio por Deus.

O sábio não é aquele que tudo sabe, mas o que se reconhece como frágil e recorre ao que tem toda sabedoria.

Por fim a confiança no Senhor traz implicações positivas para toda a vida.

Veja o verso 20:

“O fiel será ricamente abençoado, mas quem tenta enriquecer-se depressa não ficará sem castigo.”

Quando se fala de oferta geralmente as pessoas vinculam diretamente o dar para receber, mas creio que antes de ser uma resposta é uma constatação ao que faz da sua oferta um motivo de gratidão, descanso e fé diante de Deus.

Afinal, os que dão pelo simples prazer da gratidão, tudo que recebe será novamente motivo de mais gratidão, ou seja, quem tem prazer em dar “percebe” TUDO aquilo que vem. Diferente dos que dão para receber, que geralmente a motivação é a própria satisfação e, portanto, todo retorno não será visto como graça e devolvido com gratidão, mas como mérito ou recompensa por aquilo que se deu; e muitas vezes nesse jogo, aquele que dá nunca está satisfeito com o que recebe, porque o coração já se acostumou com a dinâmica da troca.

No verso 25 o ganancioso provoca brigas, nunca estão satisfeitos com o que tem, querem mais, porém os que confiam no Senhor prosperam, porque tudo na vida destes são motivos de alegria e gratidão.

No verso 27, mais uma vez o que tem prazer em dar não passará necessidade, pois a própria generosidade da vida atrairá a este o necessário.

Mas os que fecham os olhos ao pobre para não oferecer nada, estarão fadados a receberem o que dão e por isso serão receptores da própria desgraça.

Os que dão, a vida dá o necessário e estes percebem que recebem muito mais do que precisam.

Os que retêm nunca têm o que dar porque acham que a vida não dá a estes nem o necessário.

Que tenhamos sua palavra em nosso coração para que sejamos grato em tudo, capaz de reconhecer o que temos e responder no mínimo com a mesma alegria pelo qual recebemos alguma coisa da parte de Deus.

Afinal de contas “lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: Há maior felicidade em dar do que em receber.” (At. 20.35)

Provérbios 27

Posted in Devocionais, Provérbios on 27 julho, 2011 by Bruno Brasil

1 Não se gabe do dia de amanhã, pois você não sabe o que este ou aquele dia poderá trazer. 2 Que outros façam elogios a você, não a sua própria boca; outras pessoas, não os seus próprios lábios. 3 A pedra é pesada e a areia é um fardo, mas a irritação causada pelo insensato é mais pesada do que as duas juntas. 4 O rancor é cruel e a fúria é destruidora, mas quem consegue suportar a inveja? 5 Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto. 6 Quem fere por amor mostra lealdade, mas o inimigo multiplica beijos. 7 Quem está satisfeito despreza o mel, mas para quem tem fome até o amargo é doce. 8 Como a ave que vagueia longe do ninho, assim é o homem que vagueia longe do lar. 9 Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade. 10 Não abandone o seu amigo nem o amigo de seu pai; quando for atingido pela adversidade não vá para a casa de seu irmão; melhor é o vizinho próximo do que o irmão distante. 11 Seja sábio, meu filho, e traga alegria ao meu coração; poderei então responder a quem me desprezar. 12 O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências. 13 Tome-se a veste de quem serve de fiador ao estranho; sirva ela de penhor de quem dá garantia a uma mulher levianaa. 14 A bênção dada aos gritos cedo de manhã, como maldição é recebida. 15 A esposa briguenta é como o gotejar constante num dia chuvoso; 16 detê-la é como deter o vento, como apanhar óleo com a mão. 17 Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro. 18 Quem cuida de uma figueira comerá de seu fruto, e quem trata bem o seu senhor receberá tratamento de honra. 19 Assim como a água reflete o rosto, o coração reflete quem somos nós. 20 O Sheol e a Destruiçãoa são insaciáveis, como insaciáveis são os olhos do homem. 21 O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o que prova o homem são os elogios que recebe. 22 Ainda que você moa o insensato, como trigo no pilão, a insensatez não se afastará dele. 23 Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos, 24 pois as riquezas não duram para sempre, e nada garante que a coroa passe de uma geração a outra. 25 Quando o feno for retirado, surgirem novos brotos e o capim das colinas for colhido, 26 os cordeiros lhe fornecerão roupa, e os bodes lhe renderão o preço de um campo. 27 Haverá fartura de leite de cabra para alimentar você e sua família, e para sustentar as suas servas.

“Não se gabe do dia de amanhã, pois você não sabe o que este ou aquele dia poderá trazer.”

No primeiro é um convite ao descanso, evitando assim a ansiedade e a arrogância em tentar fazer do amanhã algo manipulável ou previsível… O que precisamos é saber e conviver com aquilo que se produz durante o dia.

“Que outros façam elogios a você, não a sua própria boca; outras pessoas, não os seus próprios lábios.”

O verso 2 nos mostra que é sempre melhor o elogio por parte dos outros, afinal de contas quando o próprio ser se elogia abre-se espaços para que a prepotência e a auto-suficiência se instale no coração, sendo difícil encontrar algo de bom no outro sem que passe pela comparação da própria performance ou soberba.

“Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto.”

O verso 5 nos remete a viver com intensidade aquilo que se carrega e não optar pela passividade, afinal uma afirmação com um fim verdadeiro e honesto é sempre melhor do que uma negação que não oferece nenhum sabor a vida.

É melhor um fim proveitoso realizado com atitudes do que uma ilusão linda sem um primeiro passo.
É melhor uma repreensão que gera vida do que uma ilusão platônica que nunca virá a existir.

Quero destacar também o verso 12.

“O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências.”

Olhando este verso percebo que o prudente não é aquele que planeja TUDO nos mínimos detalhes e deseja ter o controle de todas as coisas antes mesmo do primeiro passo. Aqui diz que o prudente é o que percebe o perigo enquanto caminha e aí sim busca refúgio, mas o inexperiente continua seguindo e sofrendo graves conseqüências.

Por fim, o verso 19 diz que o modo como o seu coração responde para a vida é que determina quem você é!

“Assim como a água reflete o rosto, o coração reflete quem somos nós.”

E me lembro do provérbio 4.23 que diz que do coração do homem é que procede os desígnios para a vida.

Provérbios 26

Posted in Devocionais, Provérbios on 26 julho, 2011 by Bruno Brasil

1 Como neve no verão ou chuva na colheita, assim a honra é imprópria para o tolo. 2 Como o pardal que voa em fuga, e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição sem motivo justo não pega. 3 O chicote é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas do tolo! 4 Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele. 5 Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio. 6 Como cortar o próprio pé ou beber venenoa, assim é enviar mensagem pelas mãos do tolo. 7 Como pendem inúteis as pernas do coxo, assim é o provérbio na boca do tolo. 8 Como amarrar uma pedra na atiradeira, assim é prestar honra ao insensato. 9 Como ramo de espinhos nas mãos do bêbado, assim é o provérbio na boca do insensato. 10 Como o arqueiro que atira ao acaso, assim é quem contrata o tolo ou o primeiro que passa. 11 Como o cão volta ao seu vômito, assim o insensato repete a sua insensatez. 12 Você conhece alguém que se julga sábio? Há mais esperança para o insensato do que para ele. 13 O preguiçoso diz: “Lá está um leão no caminho, um leão feroz rugindo nas ruas!” 14 Como a porta gira em suas dobradiças, assim o preguiçoso se revira em sua cama. 15 O preguiçoso coloca a mão no prato, mas acha difícil demais levá-la de volta à boca. 16 O preguiçoso considera-se mais sábio do que sete homens que respondem com bom senso. 17 Como alguém que pega pelas orelhas um cão qualquer, assim é quem se mete em discussão alheia. 18 Como o louco que atira brasas e flechas mortais, 19 assim é o homem que engana o seu próximo e diz: “Eu estava só brincando!” 20 Sem lenha a fogueira se apaga; sem o caluniador morre a contenda. 21 O que o carvão é para as brasas e a lenha para a fogueira, o amigo de brigas é para atiçar discórdias. 22 As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem saborosos até o íntimo. 23 Como uma camada de esmaltea sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau. 24 Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade. 25 Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois o seu coração está cheio de maldade. 26 Ele pode fingir e esconder o seu ódio, mas a sua maldade será exposta em público. 27 Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele. 28 A língua mentirosa odeia aqueles a quem fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.

O texto de provérbios 26 passeia com informações sobre as atitudes do tolo/insensato.

Por definição, segundo a enciclopédia Larousse, sensato é a qualidade de quem tem bom senso, prudência, que é regrado em seus hábitos e conduta.

Portanto, insensatos são aqueles que abrem mão disso tudo para agir do modo como são levados pelas pessoas ou por si mesmo. E nesta dura, porém óbvia constatação, o sábio parece nos avisar para que atentos procuramos o caminho da sabedoria e da sensatez.

Veja:

“Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele. Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio.”

Os versos 4 e 5 chama atenção quanto ao modo de responder aquele que fala por falar. O famoso “toma lá da cá” não é aprovado aqui, uma vez que geralmente isso estimula ainda mais o tolo a fazer disso um jogo de uma rivalidade insaciável. O chamado aqui é para mantermos a serenidade sabendo que muitas vezes o silêncio é a maior resposta para o insensato, pois estes, o que desejam é que se entre no jogo deles.

O verso 12 avisa que ninguém deve se julgar sábio aos próprios olhos.

“Você conhece alguém que se julga sábio? Há mais esperança para o insensato do que para ele.”

Os que se julgam sábios precisam aprender com os tolos.

Sim! É o que implicitamente diz neste versículo. Pois os tolos podem agir de modo totalmente irresponsável, mas ainda assim podem vir a reconhecer seus desvios, mas o que se considera sábio, não se permite aprender mais nada, posto que já ocupou todo o seu coração com a própria ignorância.

“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22)

“Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.” (Rm. 12.16)

“Não se enganem. Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões desta era, deve tornar-se “louco” para que se torne sábio.” (ICo. 3.18)

Os sábios são reconhecidos as vezes por não falarem nada e deixar apenas o que possui toda sabedoria, se encarregue de trazer as respostas e mudanças ao arrogante e insensível de coração.

O verso 17 nos diz:

“Como alguém que pega pelas orelhas um cão qualquer, assim é quem se mete em discussão alheia.”

Em outras palavras: Quem se mete onde não foi chamado, arrumará problemas.

Provérbios 25

Posted in Devocionais, Provérbios on 25 julho, 2011 by Bruno Brasil

1 Estes são outros provérbios de Salomão, compilados pelos servos de Ezequias, rei de Judá: 2 A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis. 3 Assim como o céu é elevado e a terra é profunda, também o coração dos reis é insondável. 4 Quando se retira a escória da prata, nesta se tem material para oa ourives; 5 quando os ímpios são retirados da presença do rei, a justiça firma o seu trono. 6 Não se engrandeça na presença do rei, e não reivindique lugar entre os homens importantes; 7 é melhor que o rei lhe diga: “Suba para cá!”, do que ter que humilhá-lo diante de uma autoridade. O que você viu com os olhos 8 não leve precipitadamente ao tribunal, pois o que você fará, se o seu próximo o desacreditar? 9 Procure resolver sua causa diretamente com o seu próximo, e não revele o segredo de outra pessoa, 10 caso contrário, quem o ouvir poderá recriminá-lo, e você jamais perderá sua má reputação. 11 A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa esculturab de prata. 12 Como brinco de ouro e enfeite de ouro fino é a repreensão dada com sabedoria a quem se dispõe a ouvir. 13 Como o frescor da neve na época da colheita é o mensageiro de confiança para aqueles que o enviam; ele revigora o ânimo de seus senhores. 14 Como nuvens e ventos sem chuva é aquele que se gaba de presentes que não deu. 15 Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossosc. 16 Se você encontrar mel, coma apenas o suficiente, para que não fique enjoado e vomite. 17 Não faça visitas freqüentes à casa do seu vizinho para que ele não se canse de você e passe a odiá-lo. 18 Como um pedaço de pau, uma espada ou uma flecha aguda é o que dá falso testemunho contra o seu próximo. 19 Como dente estragado ou pé deslocado é a confiança noa hipócrita na hora da dificuldade. 20 Como tirar a própria roupa num dia de frio, ou derramar vinagre numa ferida, é cantar com o coração entristecido. 21 Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. 22 Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele, e o SENHOR recompensará você. 23 Como o vento norte traz chuva, assim a língua fingida traz o olhar irado. 24 Melhor é viver num canto sob o telhado do que repartir a casa com uma mulher briguenta. 25 Como água fresca para a garganta sedenta é a boa notícia que chega de uma terra distante. 26 Como fonte contaminada ou nascente poluída, assim é o justo que fraqueja diante do ímpio. 27 Comer mel demais não é bom, nem é honroso buscar a própria honra. 28 Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se.

“A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis.”

Entendo existir algumas interpretações possíveis para este texto e, portanto, levanto apenas uma perspectiva:

Há neste versículo uma dicotomia entre perceber o Deus que tudo sabe, porém não confere toda sua sabedoria e os homens [reis] que pouco sabem, mas desejam saber todas as coisas.

Parece engraçado isso.

A tentativa do homem de ser Deus, e a lição do Criador que sendo Deus se esvaziou assumindo a forma humana de servo.

Penso que este versículo tende a acomodar as coisas e deixar cada uma no seu devido lugar a fim de que a glória de Deus não seja negociada nem compartilhada a nenhuma pretensão humana.

A medida que eu assumo minha condição de dependência ao Criador e busco viver conscientemente isso a partir do que Ele é pra mim, gradativamente Ele vai se deixando conhecer a fim de que eu perceba que de fato eu não conheço nada..

Como dizia Sócrates: “Só sei que nada sei…”

E penso mesmo que a nossa sabedoria, tanto enfatizada neste livro, tenha como princípio a própria ignorância, ou seja, ao reconhecimento da nossa condição e, portanto, se nossa referência não for o Senhor não conseguimos nem principiar a sabedoria genuína em nós, afinal, o temor ao Senhor é o princípio dela.

Porque será que, mesmo após milênios, existem ainda dúvidas ou questões que ainda carecem de “respostas”? Debates e mais debates a cerca de um mesmo tema, usando textos semelhantes, porém com interpretações mais diversas?

Porque Deus nos deixou uma fonte inesgotável, que não se limita a nada…!

Tudo que esteja escrito, precisa estar dito de algum modo por Jesus, ou seja, o que está escrito deve ser utilizado como princípio da caminhada e transferida para uma construção em fé a partir do que se viva com Cristo enquanto caminha. No relacionamento é que vamos entendendo e acomodando muitas das palavras que eram até então somente escritos.

Os versos 8 ao 11 nos mostra uma lição do [ver-analisar-falar], veja:

O que você viu com os olhos “…não leve preciptadamente ao tribunal, pois o que você fará, se o seu próximo o desacreditar? Procure resolver sua causa diretamente com o seu próximo, e não revele o segredo de outra pessoa, caso contrário, quem o ouvir poderá recriminá-lo, e você jamais perderá sua má reputação. A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata.”

Nem tudo que vemos é para se falar, mas tudo que falamos é necessário bom-senso, equilíbrio, humildade e domínio próprio para falar no tempo certo..

O verso 28 nos fala que sem autocontrole ficamos desprotegidos e vulneráveis, como uma cidade sem muro.

“Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se”

Portanto, quer comamos, bebamos, ou façamos qualquer outra coisa, lembremos de fazer tudo para a glória de Deus! (ICo. 10.31)