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Os 5 pontos do calvinismo (Um pouco da história)

Posted in Artigos on 9 outubro, 2017 by Bruno Brasil

1 – João Calvino (1509 – 1564)

O termo Calvinista deriva-se do Reformador João Calvino que nasceu na França em 1509 e veio a falecer em 1564, aos 55 anos de idade. Se formou em direito na França e devido a forte perseguição ocorrida, teve de sair da França, e quando passava por Genebra (Suiça) foi intimado por Guilherme Farel a ajudá-lo no trabalho por lá. Calvino assume o protagonismo fazendo de Genebra uma cidade modelo. O movimento iniciado por Ulrico Zuínglio e dado sequencia por João Calvino deu origem as igrejas chamadas Reformadas em contraste com outros segmentos da época como os Luteranos e Anglicanos.Ele, juntamente com Martinho Lutero na Alemanha (1517), foram as vozes mais influentes na Reforma Protestante. Seus escritos ainda continuam exercendo grande influência na igreja cristã em todo mundo.

2 – Jacó Armínio (1560 – 1609)

No início dos anos 1600 (séc. 17), após a morte de João Calvino, surgiu um movimento influenciado por Jacó Armínio rejeitando certos ensinos calvinistas. Esta controvérsia se espalhou por toda a Holanda, onde a Igreja Reformada era a maioria. Eles apresentaram em 1610 um credo em cinco artigos às autoridades da Holanda sob o nome de Remonstrância (Representação), assinado por 46 ministros.

Ficou conhecido como os 5 pontos Arminianos:

1º Vontade Livre = Segundo Armínio, restou ao homem uma capacidade de querer aceitar a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Deus desejou salvar os que creram nos seu nome.

2º Eleição Condicional = Deus elegeu aqueles que Ele previu quererem a salvação.

3º Expiação Universal = A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todo homem.

4º Graça pode ser impedida = O homem pode impedir a vontade de Deus em salvá-lo.

5º O homem pode cair da graça = O homem assume a responsabilidade de sua salvação até o final, podendo perdê-la.

3 – A resposta da tradição Calvinista

A resposta calvinista veio num Sínodo realizado na cidade de Dort, na Holanda, entre nov. 1618 e mai 1619, sendo batizado como Sínodo de Dort. Haviam 84 membros e 18 delegados seculares.

Essa resposta ficou conhecida como os 5 pontos Calvinista:

1º Depravação Total = O ser humano está totalmente corrompido. (Rm.3.10-13,23; Sl.51.5)

2º Eleição Incondicional = Deus escolhe! Predestina para a Salvação. A fé e o arrependimento não são condições para a Salvação e sim resultados da eleição. (Ef.1.3-14; Jo.16.7,8)

3º Expiação Limitada = Expiação = Cobrir, retirar a culpa, reconciliar. Cristo morreu não apenas para possibilitar a salvação, mas para salvar. A extensão da morte da cruz foi para remissão dos pecados dos eleitos, apesar de ser suficiente para salvar a todos. Morrer por todos = Sem distinção e não sem exceção. (Jo.10.11,14,15; Is.53.10,11)

4º Graça Irresistível = A vontade do homem que estava caída, má, é transformada por Deus de modo que se arrependam e creêm no Evangelho. (Rm.8.30; 1Co.2.14)

5º Perseverança dos Santos = Se Deus é soberano no processo de Salvação, Ele assegurará a salvação final dos eleitos. (2Tm.4.7; Rm.8.38,39)

 


Livros base:
SEATON, W.J. Os cinco potos do calvinismo. 3ª ed. São Paulo: PES, 2012.
BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. 3ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2009.

Outras consultas:
NASCIMENTO, Adão Carlos. Curso para Catecúmenos
GONZALEZ, Justo. A Era dos Reformados

Outras referências:
http://www.arminianismo.com/index.php/downloads/category/2-credos Acesso em: 070217
http://www.monergismo.com/textos/arminianismo/cincopontos_arminianismo.htm Acesso em: 070217
http://www.westminster-abbey.org/visit-us/language/portuguese/a-brief-history
https://issuu.com/editorafiel/docs/cinco_pontos_-_john_piper. Piper, John: Cinco pontos: Em direção a uma experiência mais profunda da graça de Deus, São José dos Campos, SP. traduzido por: Francisco Wellington Ferreira ed. Fiel, 2014.
Confissão de fé de Westminster

 

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Meu filho, você não merece nada

Posted in Artigos on 13 julho, 2011 by Bruno Brasil

Olá pessoal!

Recebi este texto de uma amiga e não tive outra alternativa que não fosse deixar aqui no blog publicamente e na íntegra.
É de uma colunista da revista época chamada Eliane Brum.
O texto é carregado do Espírito do Evangelho que nos chama a viver a realidade do dia chamado hoje e não aos contos de fadas.

Boa leitura!

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor. Continue lendo

Traição -X- Separação

Posted in Artigos on 26 abril, 2010 by Bruno Brasil

Esses dias estava lendo numa revista a seguinte afirmação:

“Estatística aponta que a maioria das separações é motivada por traições”

“Estatísticas do IBGE revelam que 71% dos pedidos de separação feitos por mulheres são motivados por infidelidade masculina”

Não apenas nesta pesquisa, descrita nesta revista, mas em muitos meios tem se visto uma ênfase na traição como se ela fosse a grande vilã das separações hoje em dia. Não desejo tratar este tipo de traição como um mero detalhe, mas também não posso dar a ela uma pena que não lhe pertence.

Começar a questionar os porquês da traição é tentar fazer desse jogo uma disputa de interesses pessoais e rivalidades entre o casal mas que sinceramente não será possível chegar a nenhum lugar ou no máximo continuar onde estão – separados!

Sim! Porque não há justificativa melhor para se explicar a traição que não seja a constatação de que uma separação já era evidente ao casal, mas que ambos apenas faziam de contas não existir o que já era fato!

Quando um casal não se valoriza e aprende a viver como casal, nenhuma atitude compensadora será capaz de minimizar ou evitar uma traição. Além do mais, traição não está simplesmente no fato de ter uma pessoa fora do relacionamento, mas de não se relacionar enquanto está dentro dele. Porque quando falta o amor que produz “re-lação” tudo o mais se torna apenas constatação do que já não se existe.

As certezas se vão e as possibilidades surgem…

Quem vive junto, mas separado faz disso a pior das traições, pois renuncia a oportunidade de ser um a partir do outro e a viver o que para Deus se traduz numa só carne.

Quem vive assim, a medida que o tempo passa, mais insignificante fica a caminhada e a relação comprometida, fazendo com que o banquete que poderia ser produzido pelo amor seja trocado por um mero “tira gosto”, que não tira gosto nenhum, pois este já foi perdido faz tempo.

No entanto, quando se é de alguém não existem muitos caminhos, mas apenas um que será identificado pelo casal…

Quando se é de alguém a fidelidade é algo tão simples e natural possível como é para ambos a alegria de serem dois uma única pessoa…

Quando se é de alguém o valor não está meramente na quantidade de vezes que vc disse que amava, mas na intensidade que foi cada uma de suas ações…

Quando se é de alguém o prazer não é a busca de saciar-se no outro, mas o privilégio de fazer do outro uma fonte eterna de prazer…

Quando se é de alguém a traição vira uma impossibilidade, posto que a chama do amor tende a brotar gradativamente e sempre desembocará numa nova conquista.

Portanto, a questão aqui não é a possibilidade de acontecer algo fora do relacionamento, mas o que pode ser produzido a cada dia dentro dele, para que esses dados não passe de especulação “dos de fora” ou apenas uma mera e simples pesquisa…

Bruno Brasil,
Caratinga, 26/04/10.