Tem que perguntar!

Compartilho com você essa reflexão que recebi esses dias de um professor amigo que tive no seminário.

Até mesmo os fãs do Tony Ramos já estão perdendo a paciência. Virou piada! E tem que virar mesmo já que este marketing agressivo quer nos convencer de que precisamos entrar nesta guerra estúpida do consumismo em que as grandes vítimas são os consumidores. Por isso, não vale a pena perguntar se a carne é “Friboi”, mas é muito importante perguntarmos se carne é boa. Nisto o Sr. Tony está corretíssimo: é preciso perguntar já que há muita gente vendendo carne estragada, e carne estragada é veneno. Então, não se pode ter vergonha de perguntar. Se um louco quer me vender carne estragada, eu é que não quero ser louco de comprar. Precisa perguntar sim, sobre a natureza e procedência da carne. A vida está em jogo a cada quilo! Não dá para negociar quando o assunto é a preservação da vida. É questão de saúde pública! Agora, é bom perguntar também a respeito da “carne” vendida na Política, na Religião, na Educação, na Mídia, no Comércio, etc. Tudo isto me reporta a Sócrates. Ele desenvolveu um método que foi batizado de maiêutica (dar à luz a verdade ‘parto’). A pedagogia de Sócrates consistia basicamente em usar o bom humor (ironia) para jogar no chão (desconstruir) o edifício do pseudo (falso) conhecimento a fim de que um novo e belo edifício viesse à luz! Vale a pena lembrar de que ele aprendeu aos pés da melhor professora: sua querida mãe, que era parteira. Aprendeu que o melhor mestre, como a parteira, ajuda às “crianças” a verem à luz do conhecimento/verdade. É preciso ainda se lembrar de que Sócrates percebeu que o melhor instrumento para este processo são as perguntas. Séculos depois, Jesus retomaria a arte de perguntar. Jesus, o mestre dos mestres, ajudava a todos a dar à luz a verdade e, consequentemente, a espancar as trevas da ignorância. Não é de se admirar que ninguém tenha sido tão hábil em fazer perguntas como ele. Paulo, outro grande mestre, nos ensina: “Julgai (questionai) todas as cousas, retende o que é bom”. (I Tss 5.21). Mas é bom estar consciente que fazer perguntas pode ser muito arriscado, sempre há os falsos “mestres” que detestam perguntas, não suportam ser questionados e podem até dar coices. No entanto, apesar do risco, vale a pena perguntar, se o “mestre” se irritar, não é digno da pergunta.  Aliás, não há perguntas tolas, se forem honestas; mas pode haver perguntas capciosas (hipócritas, que procuram enganar, disfarçar, testar). Todos os que querem se desenvolver na arte das perguntas precisam prestar atenção às crianças: é um mundo de perguntas! Haja paciência para tantos por quês? Então, fica a dica: tem que perguntar, não se pode ter vergonha!

Pr. Israel Sifoleli

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: