Darfur a espera do SALVADOR!


Aos leitores desse blog,

Gostaria de pedir especial atenção para o povo de Darfur – região localizada no oeste do Sudão – devido à realidade em que passam em diversos campos refugiados. Fui de certo modo constrangido a ler sobre o assunto, dada a urgência e responsabilidade que entendo ter também para com este povo.

Que Deus nos confronte e nos leve a um amor que faça sentido!

Video documentario

No link abaixo existem alguns meios para um envolvimento específico.

http://www.pordarfur.org/htmls/EElyypFpZEixFpxrrw.shtml

Ore, sensibilize pessoas e levanta-se também como uma voz que clama contra a injustiça, seja ela em que âmbito for.

(+) Informações específicas de Darfur

http://www.pordarfur.org/

(+) Entenda a crise de Darfur

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/printable/070424_darfur_qa_dg.shtml


Darfur a espera do SALVADOR

Enviado por: Anna Paula

Em um mundo em que a corrente de informação circula ao ritmo de terabytes por segundo e quase tudo o que se quer saber está, para 1 bilhão de pessoas, a apenas um clique de distância, como explicar que a tragédia de Darfur seja invisível? O mundo ignora ou finge ignorar que Darfur, no Sudão, é cenário de uma guerra de extermínio contra uma população indefesa. O mesmo mundo que se apieda de um filhote de urso-polar abandonado pela mãe no zoológico de Berlim fecha os olhos para as centenas de milhares de crianças subnutridas dos 130 campos de refugiados de Darfur. Vem sendo assim desde 2003, quando eclodiu o conflito entre o governo do ditador Omar al-Bashir e rebeldes dessa região do oeste sudanês. E também quando, armados pelo governo de Cartum, bandos de facínoras, a pretexto de combater revoltosos, intensificaram a matança indiscriminada de cidadãos que não pertenciam à sua etnia “árabe”.

A questão étnica que alimenta as atrocidades perpetradas na região é, por assim dizer, atávica em Darfur – e nada tem a ver com o tipo de disputa que está na base dos conflitos modernos. De acordo com uma pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto para o Estudo de Conflitos Internacionais de Heidelberg, na Alemanha, os principais motivos de tensões no mundo, hoje, são os fatores ideológicos (teocracia contra estado secular, por exemplo) e o separatismo ou busca por autonomia regional – e tais não são os casos em Darfur. O que se tem ali é uma guerra que há muito perdeu qualquer propósito. O que se tem ali é uma matança selvagem, seja por meio de fuzilamentos sumários, seja por meio da fome imposta pelo isolamento. Paz, em Darfur, é um conceito demasiado abstrato, inalcançável até mesmo como metáfora para as crianças que crescem em campos fétidos e violentos.

 A guerra civil na região provocou uma crise humanitária de proporções épicas. Quase metade dos 6 milhões de habitantes de Darfur vive em aglomerações humanas improvisadas, os campos de deslocados internos – ou, simplesmente, refugiados. Outros 2 milhões de pessoas ainda não deixaram suas aldeias, mas foram afetadas pela destruição de lavouras ou pela morte de familiares. A exigência da permissão a estrangeiros para viajar à zona de conflito é uma tentativa do governo de sonegar ao resto do mundo dados e imagens dos horrores cometidos em Darfur. O ditador sudanês Omar al-Bashir, que chegou ao poder em 1989 em um golpe organizado por fundamentalistas islâmicos, tem mesmo o que esconder. Com a justificativa de combater rebeldes que lutam contra o regime, o governo do Sudão bombardeia aldeias e apóia os janjaweeds, milícias autoproclamadas árabes cuja missão é limpar Darfur de outras etnias. Ao todo, já morreram 300000 pessoas.

O número de combatentes e civis mortos de maneira violenta caiu de 4500 em 2006 para 3000 no ano passado. O genocídio silencioso, no entanto, segue seu curso. Desde o início deste ano, 300000 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, suas pequenas lavouras e suas terras. Elas fogem dos ataques a suas aldeias, do estupro coletivo e da desertificação do Sahel, a faixa semi-árida ao sul do Deserto do Saara que domina a paisagem local.

Os campos de refugiados são verdadeiras bombas populacionais: a maioria continua recebendo milhares de pessoas por ano. Elas buscam desesperadamente um lugar onde possam ter alguma sensação de segurança, por menor que seja. Nos campos, os refugiados têm condições mínimas de se sustentar por conta própria, pois não há espaço para plantar ou manter uma criação numerosa de bodes e camelos. Outros homens tentam algum subemprego nas cidades e as mulheres recolhem lenha para vender, sob o risco de serem estupradas nos arredores do campo. “A violência sexual é um problema real em Darfur, mas o governo quer abafar o assunto, impedindo as ONGs de criar programas de apoio psicológico às mulheres”, John Holmes.

O serviço de saúde gratuito praticamente inexiste. Mesmo o cidadão mais pobre, quando vai a um hospital público, tem de pagar. As clínicas particulares parecem cortiços. A qualidade dos médicos é tão baixa que, com freqüência, o paciente sai da consulta com três diagnósticos diferentes e a orientação para fazer tratamento para todos eles, por garantia.

Fonte: Revista Veja , VEJA – Edição 2092 – 24/12/2008

Mais informações:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_255133.shtml?func=2

http://www.alem-mar.org/noticias/EkEAlFVpZAACgLXJEY.html


“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. (João 3:17).

Jesus veio ao mundo, morreu e ressuscitou, e com isso, salvou a humanidade. Não foi por um grupo isolado, por alguns povos ou somente algumas nações.

O amor de Deus não tem fronteiras, também não faz discriminação!

Que tenhamos consciência que o mundo esta cada vez mais miserável, e que ainda aguarda um SALVADOR, e nós já o conhecemos, já sabemos o que ele fez, e o que ele é, a responsabilidade de fazê-lo conhecido e promover as transformações sociais é nossa. 

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